No alto do planalto, próximo do lugar onde o rio Côa se aventura pelo rio Douro adentro, surge majestosa Vila Nova de Foz Côa. Terra abençoada pelos deuses e desde sempre acarinhada pelos reis portugueses. D. Dinis concedeu-lhe dois forais, o primeiro em 1229. A este vale fértil – que o rio irrompe depois de se enroscar por entre os agrestes desfiladeiros das arribas passando a transportar consigo o odor perfumado do vinho fino das quintas solarengas - acorreram ao longos dos tempos, os homens da Idade do Ferro e muitos séculos depois, numerosas famílias judias que ali se fixaram e contribuíram para o seu progresso económico. Com um microclima de características mediterrânicas não faltam nestas paragens azeite, figos, laranjas e amêndoas dos 38 mil hectares de amendoeira do concelho.
Terra de belíssimo património de vários estilos, a sua fama ecoa muito para além das fronteiras de Portugal ou da Península Ibérica. Nos vales do Douro e Côa, numa extensão de 17 quilómetros, permanece praticamente intacto o maior museu ao ar livre de arte paleolítica, classificado Património Mundial da Humanidade pela UNESCO em 1998. O Parque Arqueológico é uma visita obrigatória. De jipe, por veredas íngremes em direcção ao rio. Para passear, aprender e recuar no tempo. E ali nos vários núcleos contemplar, sem pressas, o maior legado dos nossos antepassados do período paleolítico.
Muito mais há a ver, sentir e saborear. Arte e tradição não faltam nestas paragens. Em todas as freguesias as romarias de Verão são a melhor altura para sentar à mesa a família dispersa, tirar da arca as melhores toalhas de seda e colchas de renda e servir os enchidos, os queijos, os doces de amêndoa a acompanhar o delicioso e perfumado Vinho do Porto.
Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pranto – MN (séc. XII-XVI)
Pelourinho manuelino
Parque Arqueológico do Vale do Côa e gravuras rupestres do Paleolítico superior MN e Património Mundial da UNESCO
Castelo de Numão (séc. XII)
Castelo de Castelo Melhor
Castelo Velho em Freixo de Numão
Museu da Casa Grande em Freixo de Numão (séc. XVIII) e antiga Domus Municipalis
Solares e casas brasonadas
As ruínas da antiga cidade episcopal de Caliábria em Almendra
Estações arqueológicas do Vale de Canivães e Citânia de Teja
Castros
Quinta e Museu de Ervamoira
Miradouros por todo o concelho
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